
A Universidade de Bordeaux realizou inúmeros estudos e experimentos para elucidar o chamado "PARADOXO FRANCÊS", segundo o qual a população daquele país apesar de uma dieta extremamente gordurosa, apresentava índices baixíssimos da incidência de doenças coronarianas. Depois de exaustivas pesquisas, chegou-se à conclusão que o elemento responsável por esse fenômeno era o consumo de vinho em doses moderadas. O estudo se estendeu à incidência de outras doenças como o câncer de mama e doenças hepáticas. A pesquisa levou em conta as diferenças de condições de vida, o aspecto físico, hábitos alimentares, etc., reunindo três grupos de indivíduos relativamente ao consumo de vinho:
1. ABSTÊMIOS
2. CONSUMIDORES MODERADOS
3. CONSUMIDORES EXCESSIVOS
O resultado foi o seguinte:
1. Incidência ALTA das moléstias no grupo de abstêmios
2. Incidência BAIXA das moléstias nos consumidores moderados
3. Incidência ALTA das moléstias nos consumidores excessivos
Os estudos levaram em conta quantidades variáveis da bebida até atingir aquela considerada por definição MODERADA.
A seqüência dos estudos estabeleceu qual a ação e os elementos do vinho que agem na prevenção da Doença Coronariana. Assim, ficou evidente que a ação se faz fundamentalmente junto aos índices de Colesterol, promovendo aumento da fração conhecida por HDL que é a lipoproteína de densidade alta desse elemento, sendo chamada de "bom colesterol". Sabe-se que Colesterol e Triglicérides estão envolvidos com depósitos nas paredes dos vasos coronarianos, promovendo seu estreitamento até à obstrução completa (infarto do miocárdio).
Outra ação é aquela que evita a agregação de plaquetas, elementos celulares encontrados no sangue envolvidos nos fenômenos de coagulação. Essa agregação leva à formação de trombos, verdadeiras "rolhas" que vão obliterar a luz do vaso, impedindo a livre circulação do sangue.
Autor: Dr. Daniel Pinto (Médico e Diretor de Degustação da SBAV-SP)
Fonte: http://winexperts.terra.com.br/arquivos/saude4.html