
O vinho bebido regularmente, moderadamente, junto com as refeições por quem não tenha qualquer contra-indicação ao uso de bebidas alcoólicas, agrega ao prazer de beber benefícios para a saúde. Isso é o que evidenciam centenas de milhares de pesquisas. Aqui são apresentados os principais estudos médicos que mostram a relação da ingesta regular e moderada de vinho com os benefícios para a saúde.
O vinho é sem dúvidas, entre todas as bebidas, a mais favorável à saúde. Isso se bebido junto com as refeições, regularmente, com moderação e por quem não tem
contra-indicação à ingesta de bebidas alcoólicas.O que chamou a atenção das pessoas em geral e dos cientistas em particular para as virtudes terapêuticas do vinho foi o Paradoxo Francês. É bem sabido que comer gorduras saturadas, fumar e ser sedentário entre outras coisas são fatores de risco para doenças do coração. Os franceses quando comparados com outros povos do mesmo nível sócio-econômico-cultural são mais sedentários, fumam mais e comem mais gorduras saturadas ? os queijos, patês e manteigas são usuais na culinária francesa ? e, no entanto têm a metade dos problemas cardiocirculatórios. A divulgação do Paradoxo Francês foi feita por Serge Renaud, inicialmente nos Estados Unidos, no programa 60 minutes da CBS, na noite de 7 de novembro de 1991 e posteriormente na revista científica The Lancet, em julho de 19921. Ele afirmou que a ingesta moderada de bebidas alcoólicas, sobretudo vinho, reduzia o risco de morbimortralidade cardiovascular em 40 a 60%. Isso causou um grande interesse sobre o assunto, principalmente da comunidade científica que não pára de estudar este fenômeno. Hoje a produção de trabalhos científicos que tem relação direta e indireta com o consumo de bebidas alcoólica, principalmente o vinho, com a saúde é crescente e chega à casa das centenas de milhares.A dose baixa de álcool e os polifenóis são os grandes responsáveis ? mas não os únicos ? pelos benefícios do vinho para a saúde.Os polifenóis são o que torna o vinho uma bebida e um alimento diferente de todos os outros. São eles que, em harmonia com o álcool e outros compostos, fazem do vinho o verdadeiro éctar dos deuses. Os polifenóis existem apenas no reino vegetal, onde se identificam mais de 8.000 tipos. A natureza que é tão pródiga e o Criador que é tão sábio confiaram a eles a importante missão de defesa dos vegetais. A eles cabe proteger os vegetais dos ataques físicos como a radiação ultravioleta do sol e dos ataques biológicos ? dos fungos, vírus e bactérias. Briosos que são, para desempenhar tão nobre encargo, armaram-se de importante ação antibiótica, potente efeito antioxidante e distribuíram-se, quase que unicamente, nas cascas, sementes e folhas dos vegetais.
Nos vinhos já se identificaram cerca de 200 polifenóis. Eles têm origem quase que exclusivamente ? cerca de 95% - nas cascas e sementes das uvas. É por isso que os vinhos tintos (que são fermentados na presença delas) têm cerca de 10 vezes mais polifenóis que os vinhos brancos (que fermentam na ausência das cascas e sementes das uvas). É por isso também que os tintos, como regra, têm mais virtudes para a saúde. Os polifenóis existentes nos vinhos brancos são em menor número, porém com uma ação antioxidante mais potente.
Álcool. Coração. Hipertensão Arterial. Acidente Vascular Cerebral (AVC). Câncer. Doenças pépticas. Bactérias. Vírus. Osteoporose. Envelhecimento. Demências. Pele. Visão. Diabete, acompanhe no site da vinícola Garibaldi os benefícios do vinho em relação e estas doenças.
Autor: Jairo Monson de Souza Filho é médico. E-mail: jairo@monson.med.br
Fonte: http://www.enologia.org.br (artigos)