
VINHO E PRESSÃO ARTERIAL:
A relação da ingesta moderada de bebidas alcoólicas, inclusive vinho, com a Pressão Arterial não está definitivamente esclarecida. Existem muitos estudos, alguns contraditórios.
O consumo aumentada de álcool (50 g ou mais por dia, que equivalem a mais de 5 copos de vinho) aumentam a Pressão Arterial.
Estudos feitos em várias partes do mundo sugerem que a ingesta baixa de bebidas alcoólicas baixem a Pressão Arterial, tanto a Sistólica (máxima) como a Diastólica (mínima).
Um estudo feito no Brasil pelo Dr. Moura, da UERJ, encontrou num polifenol do vinho, oriundo da casca da uva, uma ação vasodilatadora. Isso reduz a Pressão Arterial. Desse modo, o vinho bebido moderada e regularmente, junto às refeições, teria uma ação anti-hipertensiva maior que as outras bebidas alcoólicas. Neste estudo feito pelo professor Moura, com ratos, ele encontrou um efeito hipotensor nas variedades de uva Vitis labrusca (usadas para fazer vinhos comuns) maior que nas variedades Vitis vinifera (usadas para fazer vinhos finos).
VINHO E CÂNCER:
Apesar dos avanços da Medicina o câncer ainda é a segunda causa de morte no mundo, depois das doenças cardiocirculatórias, representando um grande problema de saúde.
As pessoas que têm o hábito regular de beber vinho moderadamente junto com as refeições têm 20% menos chance de desenvolver câncer de qualquer tipo. E essa proteção se deve aos polifenóis que agem bloqueando tanto o início, como o crescimento e disseminação da doença.
Alguns cânceres têm relação direta com o consumo de bebidas alcoólicas. Isso significa dizer que quanto maior a ingesta de álcool maior o risco de ter a doença. Entre eles estão os cânceres de boca, pulmão, próstata, mama e intestino. Essa relação é verdadeira apenas para cervejas e destilado. O vinho mostrou uma proteção ao desenvolvimento destas doenças. As mulheres que têm o hábito regular de beber vinho moderadamente têm 50% menos chance de desenvolver câncer de ovário.
Um estudo feito na Universidade de Davis mostrou que ratos cancerosos que receberam uma dieta com extrato seco de vinho tiveram uma sobrevida significativamente superior ao grupo controle.
VINHO E DIABETE:
O vinho bebido com moderação e junto com as refeições é a bebida mais favorável para o diabético. Isso porque ele aumenta a sensibilidade das células à ação da insulina. Em decorrência disso ocorre:
• Melhora o aproveitamento dos açúcares pelas células, evitando o acúmulo no sangue, o que é danoso para o organismo;
• Diminui a Insulina circulante, o que desencadeia uma série de reações metabólicas que culminam com o ganho de peso;
• Diminui a necessidade de medicamentos;
• Diminui a Hemoglobina Glicosilada (um marcador bioquímico usado para avaliar o controle da doença);
• Favorece ao emagrecimento.
A principal causa de morte dos diabéticos são as doenças cardiocirculatórias. O efeito cardioprotetor do vinho é bem conhecido e representa um benefício adicional para quem sofre desse mal.
Vários estudos epidemiológicos mostram que a ingesta leve e moderada de bebidas alcoólicas, sobretudo vinho, diminui o risco de desenvolver diabete.
Recomendações Para os diabéticos que forem tomar bebidas alcoólicas:
Só beba se estiver com a doença controlada
Beba junto ou logo após as refeições
Beba acompanhado
Esteja preparado para Hiper e principalmente hipoglicemia
Diante de sintomas, faça um teste rápido da glicemia
Monitore os níveis de triglicerídeos
Contabilize as calorias da bebida na sua dieta
Se beber à noite, faça um lanche antes de dormir
Prefira vinho seco, é menos calórico
Evite dirigir automóveis e operar máquinas, se beber
Autor: Jairo Monson de Souza Filho é médico. E-mail: jairo@monson.med.br
Fonte: http://www.enologia.org.br (artigos)